quinta-feira, 23 de maio de 2013

Projeto Leitura no Ensino Médio

Literatura Brasileira



“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.”

“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.”


Nesse projeto de leitura o objetivo é trazer para a sala de aula a Literatura Brasileira, para que os alunos aprendam a gostar das obras nacionais que são importantes não apenas para o vestibular, mas para a construção de um sentimento de nacionalidade e o conhecimento da nossa língua portuguesa.
 Durante o projeto serão trabalhadas as seguintes obras:
·         Iracema- José de Alencar;
·         Marilia de Dirceu-Tomás Antônio Gonzaga;
·         Dois irmãos-Milton Hatoum.

Iracema- José de Alencar

Em Iracema, José de Alencar retratou com perfeição o processo de colonização do Brasil e de toda a América pelos invasores portugueses e europeus em geral.

      A obra narra o amor entre a índia Iracema e o português Martim, no entanto, vai além disso, ao simbolizar o encontro entre as duas culturas que originarão a brasileira: a cultura indígena e a européia.
      O nome Iracema é um anagrama da palavra América. O nome de seu amado Martim remete ao deus greco-romano Marte, o deus da guerra e da destruição.

Publicado em 1865, Iracema faz parte de um capítulo fundamental da nossa literatura e da nossa cultura. “A história da “Virgem dos lábios de mel”, do” cabelo mais negro que a ave da graúna” abriu o caminho na vida literária do Brasil de meados do séc. XIX e garantiu seu lugar na posteridade ao propor uma prosa com cor e assuntos locais, na qual o índio é a um só tempo, o herói romântico e a mais alta expressão da pureza nacional.

Marilia de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga

              Obra representativa do Setecentismo brasileiro, a obra Marília de Dirceu deve ser analisada em sua complexidade, levando- se em conta a sua inserção no Arcadismo (estética racional e permeada por convencionalismos) e, ao mesmo tempo, sua relação com as experiências amorosas e políticas do autor que conferem caráter subjetivo (Pré-Romântico) ao texto.
           Quando concebeu as primeiras liras de Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu é seu pseudônimo), então com aproximadamente 40 anos, vivia no Brasil e gozava de estabilidade econômica, pois ocupava um alto cargo judiciário. Nesse contexto, apaixona-se por Maria Dorotéia (a quem cabe o pseudônimo Marília), adolescente com pouco mais de 17 anos.


Dois irmãos-Milton Hatoum

         Milton Hatoum volta ao romance com um drama familiar em cujo centro estão dois filhos           de imigrantes libaneses: os gêmeos Yaqub e Omar. O enredo do romance trata, basicamente, do (não) relacionamento entre os irmãos.
        O ponto de onde é feita a narração é uma posição bastante privilegiada e natural para o desenvolvimento da história. O narrador é um personagem, coisa que não sabemos de imediato, mas no desenvolvimento do livro. O narrador é, na verdade, o filho bastardo de um dos gêmeos com a empregada que mora no fundo da casa dos pais deles. Essa posição próxima, porém não íntima, e o interesse do narrador em descobrir quem é seu pai, o torna o narrador ideal para este romance.
        Narrado em primeira pessoa, a história se passa em Manaus de 1910 a 1960. Os dois irmãos nunca se entendem, até que Yaqub é obrigado a ir para o Líbano. Quando volta, cinco anos depois, sente-se deslocado dentro de sua própria família, enquanto as intrigas continuam. Aliás, o sentimento de deslocamento é o que sustenta a narrativa, e traz o drama familiar para a esfera do universal.

           “As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.
         A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.
        Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.
         Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.

       O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.

Texto retirado do site Brasil escola.


Beijos pessoal e boa leitura.

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