Literatura Brasileira
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem
livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a
sua própria história.”
“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um
livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza
compôs as suas espécies.”
Nesse projeto de
leitura o objetivo é trazer para a sala de aula a Literatura Brasileira, para
que os alunos aprendam a gostar das obras nacionais que são importantes não
apenas para o vestibular, mas para a construção de um sentimento de
nacionalidade e o conhecimento da nossa língua portuguesa.
Durante o projeto serão trabalhadas as
seguintes obras:
·
Iracema- José de Alencar;
·
Marilia de Dirceu-Tomás Antônio Gonzaga;
·
Dois irmãos-Milton Hatoum.
Iracema- José de
Alencar
Em Iracema, José de Alencar retratou com
perfeição o processo de colonização do Brasil e de toda a América pelos
invasores portugueses e europeus em geral.
A obra narra o amor entre a
índia Iracema e o português Martim, no entanto, vai além disso, ao simbolizar o
encontro entre as duas culturas que originarão a brasileira: a cultura indígena
e a européia.
O nome Iracema é um anagrama
da palavra América. O nome de seu amado Martim remete ao deus greco-romano Marte,
o deus da guerra e da destruição.
Publicado em 1865, Iracema faz parte de um capítulo
fundamental da nossa literatura e da nossa cultura. “A história da “Virgem dos
lábios de mel”, do” cabelo mais negro que a ave da graúna” abriu o caminho na
vida literária do Brasil de meados do séc. XIX e garantiu seu lugar na
posteridade ao propor uma prosa com cor e assuntos locais, na qual o índio é a
um só tempo, o herói romântico e a mais alta expressão da pureza nacional.
Marilia
de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga
Obra
representativa do Setecentismo brasileiro, a obra Marília de Dirceu deve ser
analisada em sua complexidade, levando- se em conta a sua inserção no Arcadismo
(estética racional e permeada por convencionalismos) e, ao mesmo tempo, sua
relação com as experiências amorosas e políticas do autor que conferem caráter
subjetivo (Pré-Romântico) ao texto.
Quando concebeu as primeiras liras de Marília de
Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu é seu pseudônimo), então com
aproximadamente 40 anos, vivia no Brasil e gozava de estabilidade econômica,
pois ocupava um alto cargo judiciário. Nesse contexto, apaixona-se por Maria
Dorotéia (a quem cabe o pseudônimo Marília), adolescente com pouco mais de 17
anos.
Dois irmãos-Milton
Hatoum
Milton
Hatoum volta ao romance com um drama familiar em cujo centro estão dois filhos de imigrantes libaneses: os gêmeos Yaqub e Omar. O enredo do romance trata,
basicamente, do (não) relacionamento entre os irmãos.
O
ponto de onde é feita a narração é uma posição bastante privilegiada e natural
para o desenvolvimento da história. O narrador é um personagem, coisa que não
sabemos de imediato, mas no desenvolvimento do livro. O narrador é, na verdade,
o filho bastardo de um dos gêmeos com a empregada que mora no fundo da casa dos
pais deles. Essa posição próxima, porém não íntima, e o interesse do narrador
em descobrir quem é seu pai, o torna o narrador ideal para este romance.
Narrado
em primeira pessoa, a história se passa em Manaus de 1910 a 1960. Os dois
irmãos nunca se entendem, até que Yaqub é obrigado a ir para o Líbano. Quando
volta, cinco anos depois, sente-se deslocado dentro de sua própria família,
enquanto as intrigas continuam. Aliás, o sentimento de deslocamento é o que
sustenta a narrativa, e traz o drama familiar para a esfera do universal.
“As tecnologias do
mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado,
o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo
vocabulários cada vez mais pobres.
A leitura é algo crucial para a
aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso
vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação.
Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso
acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas
saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.
Muitas coisas que aprendemos na escola
são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura
rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos
posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito
de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento
mais amplo e diversificado.
Durante a leitura descobrimos um mundo
novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na
infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante
e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e
compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois
comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que
proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola,
particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a
leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.”
Texto retirado do
site Brasil escola.
Beijos pessoal e boa leitura.